04 dezembro, 2005

Achincalhamento II - A Missão

Depois disso o sr. Gerhard decidiu responder-me. Assim o fez:

Caro Sabotador,
Não sou defensor da UDR, mas sim contrário ao MST. Sou contrário ao MST pois é uma entidade que nitidamente utiliza agricultores e "pseudo-agricultores" como massa de manobra para fins políticos.
Devo lhe lembrar que, mesmo divergindo de seu pensamento, não é motivo para nutrir desdém ou desprezo por uma pessoa. No meu entender isso somete ocorre quando a pessoa é acusada de algo e a acusação condiz com a verdade.
Quanto as argumentações serem, no seu entender, rasteiras e mal fundamentadas, lembro-lhe que os textos não são da UDR e eu os utilizei no sentido de exemplificar o que me propus a apresentar, em especial os que ilustram os crimes das pessoas ou pandilhas ligadas ao MST.
Quanto a liberdade e a propriedade, estas não são ideologias, são sim direitos, assim como o é o direito a vida, em que pese que nossas atoleimadas esquerdas vejam nelas alguma "ideologia".
Quanto a ciência, entendo-a como um sistema de conhecimentos com um objeto determinado e um método próprio.
Vejo o MST como uma ferramenta política-ideológica, que somente tem prejudicado a Reforma Agrária, cujo compromisso conta em nossa constituição. Como não poderia deixar de ser , apresento-lhe um texto , desta vez de um acadêmico não de economia e muito menos de administração, mas de história. Ele nos apresenta muito bem a questão do equívoco que é o MST, principalmente pela brilhante conclusão de que os recursos preciosos dos contribuintes são canalizados para sustentar as irracionalidades econômicas.
Abraços,
Gerhard Boehme

Não vou colocar aqui o texto do estudante de história por motivos de espaço e perda de tempo. Mas decidi respondê-lo, então, rebatendo suas "argumentações" parágrafo a parágrafo. Ficou mais ou menos assim:

Caro Gerhard,
Não defendo o Sistema Solar, mas sou contra a Via Láctea. Porque ela utiliza os planetas e as estrelas como massa de manobra para suas revoluções. O Sistema Solar também o faz, mas, como são menos planetas envolvidos, não há problema algum nisso.
O MST é uma entidade com fins políticos. E a UDR não? A diferença é que ela não se utiliza de agricultores como massa de manobra. Não precisa. Tem uma bancada própria no Congresso.
Não foi por divergência de pensamento que nutri algum desprezo por ti. Pouco me importa o que tu defendes. Importa-me como tu defendes o que acreditas. O desprezo é relativo à tua argumentação; e ela é fraca e rasteira, por isso desprezo-o.
Que é o Direito senão a institucionalização de uma idéia? Liberdade e propriedade enquanto direito deixaram de serem idéias, ideais ou ideologias? Se as idéias materializam-se no direito, então deixam de subsistirem como idéias? O fato de eu possuir um papel que me dá o direito de propriedade sobre um determinado pedaço de terra não é uma abstração institucionalizada? Não é algo similar ao direito divino dos reis? Uma idéia institucionalizada não deixa de ser idéia. A ideologia persiste, mais amarrada, mais oculta, mais reificada quando institucionalizada.
Para concluir, vejo a UDR como uma ferramenta político-ideológica que só tem contribuído para a manutenção da elite burguesa agrária do país.
Sabotador - UFSC

P.S.: Depois disso, resolvi procurar no google o nome Gerhard Erich Boehme. Achei numa página o seguinte:
"Gerhard Erich Boehme é engenheiro químico (UFRJ), administrador (UFPR), especialista em Engenharia da Qualidade (PUC/PR), pós-graduado em Engenharia de processos (UFRJ/PETROBRAS), Engenharia de Segurança e Saúde no Trabalho (Fundacentro) e Gestão Ambiental (TÜV Rheinland/Alemanha). É consultor da Boehme Brasil Consulting e professor em cursos de pós-graduação junto a (UFSC, UFMT, UNOESC, etc.) na área dos sistemas de gestão (ISO 9000/ISO TS 16949, pQMS, ISO 14000, OHSAS 18001/BS 8800, SA 8000/AA 1000), na área de gestão de energia (conservação de energia) e Agenda 21"
E o meu desprezo mostrou-se coberto de razão.

Como achincalhar alguém numa lista de discussão

Algumas explicações preliminares:

Entrei recentemente na lista de discussão da Federação Nacional de Esdudantes de Economia. Nesta lista, um certo indivíduo de nome Gerhard Erich Boehme, cuja fisionomia desconheço, vive enviando textos vários de outras pessoas (UDR) contra o MST.

Aviso, antes de qualquer coisa, que não sou ferrenho defensor do MST, mas acabei respondendo a seus e-mails pela imbecil argumentação de que ele se utiliza. Em todos os seus e-mails - e são muitos - o sr. Gerhard pouco escreve, na verdade repassa idéias alheias. Quando escreve...bem, quando escreve o faz da seguinte forma:

"Reforma Agrária se faz respeitando a propriedade e a liberdade, com pessoas que dominam a tecnologia do trabalho com a terra e principalmente sem ideologia política-partidária."
(Gerhard Erich Boehme)
Pelo visto, o sr. Gerhard considera-se um grande pensador ao pretender citar-se em todo início de e-mail que envia. Em minha cruzada contra a argumentação frouxa e a imbecilidade teórica, não poderia deixar de respondê-lo. Fi-lo da seguinte forma:

Meu caro Gerhard,
Apesar de reanimar-me com essa leva de e-mails udeérristas (discussões várias possíveis), não pude deixar de nutrir certo desprezo por tua pessoa. Não porque tu defendes a propriedade, mas porque tua argumentação é rasteira e mal fundamentada. Duas razões para isso seguem no próximo parágrafo.
Primeiro, porque tu raramente escreves, limita-te a propagandear textos udeérristas. Não pareces ter a capacidade de defender qualquer idéia. Segundo, quando tu ousas escrever alguma coisa, ofendes a razão.
Nas duas linhas em que tu te colocas como grande pensador (utiliza-te de aspas e parêntesis), consegues chegar a absurdos de irracionalidade contra a lógica comum. Quando tu afirmas que a "Reforma Agrária se faz respeitando a propriedade e a liberdade", claramente defendes a idéia, ou a ideologia, de liberdade e propriedade. Não consigo conceber um discurso ideológico não-ideológico, na verdade perturba-me a Razão coisas do gênero. Seria algo mais ou menos assim:
"Acredito, defendo e tenho fé nesta idéia, logo ela não mais é uma crença, mas sim...Ciência! O resto? Ideologia!"
Em tua rasteira lógica, se respeitarmos a propriedade e a liberdade, acreditando em pessoas que dominam a tecnologia, faremos, livres de ideologia político-partidária, a Reforma Agrária. Mas este discurso cheira-me demasiado cristão. Se seguirmos os pastores, nós, o rebanho, estaremos salvos. Sim, dirão os pastores:
"Somos científicos! Dominamos A técnica! Tenham Fé e Esperança em nossa Caridade!"
Sabotador, sem aspas ou parêntesis

23 novembro, 2005

Divagações a respeito de uma meia foda

Dia desses divagava numa roda a respeito de uma meia foda. Perguntavam: existe meia foda mesmo? Como definir uma meia foda? Um engraçadinho devolveu que uma meia da nike era muito foda. Mas não era esta a questão. Queria saber o que distinguiria uma foda de uma meia foda.

Sugeriram que uma meia foda seria uma foda não completa ou uma fodinha. Argumentei que tanto uma foda não completa como uma fodinha eram fodas apesar de tal fato ser meio foda.

Então um incauto definiu que meia foda era uma foda com roupas. Isso foi logo rejeitado, uma foda com roupas era muito foda, quem fode com roupa fica completamente fodido e ralado e isso não pode ser uma meia foda.

Algumas coisas são muito fodas de se definir, uma delas é a meia foda.

14 novembro, 2005

Prefácio à última obra...


Este livro pertence aos homens mais raros. Talvez nenhum deles sequer esteja vivo. É possível que se encontrem entre aqueles que compreendem o meu "Zaratustra": como eu poderia misturar-me àqueles aos quais se presta ouvidos atualmente? – Somente os dias vindouros me pertencem. Alguns homens nascem póstumos.

As condições sob as quais sou compreendido, sob as quais sou necessariamente compreendido – conheço-as muito bem. Para suportar minha seriedade, minha paixão, é necessário possuir uma integridade intelectual levada aos limites extremos. Estar acostumado a viver no cimo das montanhas – e ver a imundície política e o nacionalismo abaixo de si. Ter se tornado indiferente; nunca perguntar se a verdade será útil ou prejudicial... Possuir uma inclinação – nascida da força – para questões que ninguém possui coragem de enfrentar; ousadia para o proibido; predestinação para o labirinto. Uma experiência de sete solidões. Ouvidos novos para música nova. Olhos novos para o mais distante. Uma consciência nova para verdades que até agora permaneceram mudas. E um desejo de economia em grande estilo – acumular sua força, seu entusiasmo... Auto-reverência, amor-próprio, absoluta liberdade para consigo...

Muito bem! Apenas esses são meus leitores, meus verdadeiros leitores, meus leitores predestinados: que importância tem o resto? – O resto é somente a humanidade. – É preciso tornar-se superior à humanidade em poder, em grandeza de alma – em desprezo...

F.W.N.

10 novembro, 2005

Grandes furos jornalísticos da década

Com pouco tempo e criatividade para publicar algo original, subscrevo boas dicas de leitura de grandes furos jornalísticos da década de 0. O curioso - mas nem tanto - é que as reportagens foram feitas pelo mesmo jornalista, Bob Fernandes. Segue um pouco de sabotagem aos parcos leitores do blog:

Crônica de um Golpe , Venezuela, abril de 2002;

Operação 14 de julho;

As provas da operação;

Os EUA grampearam o Alvorada.

08 novembro, 2005

Os domínios mais azarados da web

O site thesun.co.uk fez uma pesquisa e descobriu os nomes de domínio mais azarados da internet. Os nomes podem ser lidos mais de uma maneira, e assim ficam com um sentindo tosqueira. Confira quais são:

www.whorepresents.com
O que é o site: Um banco de dados para agências de ricos e famosos.
Sentindo verdadeiro: Who represents - Quem representa
Sentido azarado: Whore presents - Prostituta apresenta

www.expertsexchange.com
O que é o site: Um fórum onde programadores trocam dicas.
Sentindo verdadeiro: Experts Exchange - Trocas entre experts
Sentido azarado: Expert Sex Change - Troca de sexo expert

www.penisland.net
O que é o site: Uma empresa que faz canetas sob encomenda.
Sentindo verdadeiro: Pen Island - Ilha da caneta
Sentido azarado: Penis land - Terra do pênis

www.therapistfinder.com
O que é o site: Site de busca de terapeutas.
Sentindo verdadeiro: Therapist finder - Busca terapeutas
Sentido azarado: The rapist finder - Busca de estupradores

www.molestationnursery.com
O que é o site: Uma creche no sul do País de Gales.
Sentindo verdadeiro: Mole Station Nursery - Creche de Mole Station
Sentido azarado: Molestation nursery - Creche de molestamento

www.powergenitalia.com
O que é o site: Empresa de energia elétrica em Milão, na Itália.
Sentindo verdadeiro: Power-Gen Italia
Sentido azarado: Power genitalia - Genitália poderosa

07 novembro, 2005

Passatempo

Você está dentro do ônibus esperando o tempo passar, completamente entediado? Ou ainda, acabou de chegar bêbado da festa e não está com sono? Está esperando sua mulher sair da porra do cabelereiro e não tem o que fazer?? SEUS PROBLEMAS ACABARAM! O Suck Here tem a solução! Anote este numero no seu celular: 9090 3225-3218.

É o número telefônico de Lúcio José Botelho (conhecem?). Ele e sua família adoram receber ligações a cobrar de orelhões e celulares sem identificação de número, especialmente após as 2h da manhã! Você mata seu tempo inútil e ainda se diverte imaginando a cara do Zé Botelho! Não deixe de ligar, especialmente em ocasiões pós ingestão de álcool.

Divulguem esta campanha em Blogs, Fotologs, Orkut e outras inutilidades, ok? Beijo no sfíncter.

Bizarro

Segundo o diagnóstico realizado pelo Fonaprace, 5,5% dos estudantes (universitários) fazem uso de medicação psiquiátrica e 24% já procuraram ajuda psicológica. Um outro estudo, feito pelo psicólogo Marcelo Tavares, que também ajudou na pesquisa do Fonaprace, mostra que 47% dos alunos de uma amostra de 420 recém-ingressos na Universidade de Brasília já haviam pensado em suicídio, e para 9,8% deles a idéia era recorrente. Trinta dos estudantes pesquisados tinham tentado se matar.

Fonte: Unaberta

É... a falta do RU faz coisas!

01 novembro, 2005

Manifesto Antropófago revisitado

Qualquer semelhança com o Manifesto Antropófago de Oswald de Andrade, do ano de 1928, não se trata de mera coincidência!

Só o saci nos une. Sacialmente. Etnicamente. Culturalmente. No ano 449 da deglutição do Bispo Sardinha em Piratininga, e 75 anos após o lançamento do Manifesto Antropófago de Oswald de Andrade, os saciólogos desta terra vão, aos pulos, convergindo em torno da única lei justa do mundo globalizado. O saci resgata nossa identidade, nossas raízes, o xis da questão tupi. Contra todas as catequeses do Império só nos interessa o que não é deles. A lei do saci.

Estamos fatigados de todos os colonialismos travestidos de drama roliudiano. O cinema americano devorando corações e mentes. Demente. No país onde dá status ter casa em Maiami e comprar em sales com 20% off. Estacionar no valet parking e pedir comida delivery. Por isso fazemos eco ao brado oswaldiano, contra todos os importadores da consciência enlatada. Oswald ainda grita, resquícios do nheengatú ecoando ao longe. Nunca admitimos o nascimento de Jeca Tatu entre nós. Só que o Jeca de Lobato resiste. Ele resiste ao Pato Donald, aos Poquemons, ao Raloim, às bruxas do Bush.

O instinto do Saci. Só Saci. Um Saci contra as histórias do homem que começam no Cabo Canaveral. A fixação do progresso por meio de catálogos e aparelhos de televisão. E os transfusores de sangue. Das veias abertas da América Latina. Antes dos norte-americanos ocuparem o Brasil, o saci já tinha descoberto a felicidade. Definida pela sacizidade de um antropófago, o próprio Saci. A transfiguração da Abóbora em carne seca. Antropofagia. Absorção do inimigo abóbora.

A nossa independência já foi proclamada no 7 de Setembro, em São Luís do Paraitinga. Expulsamos o imperialismo travestido de globalização hegemônica. Contra a realidade social, vestida e opressora, cadastrada em Washington e Londres, a realidade sem complexos e sem penitenciárias do saciarcado de Pindorama.

São Luis de Paraitinga, 31 de outubro de 2003, ano da deglutição final da abóbora