09 fevereiro, 2007

deus é...

Eu não tenho religião, mas acho que cada um tem que acreditar em alguma coisa, ter a sua concepção de uma força maior que nos ilumina, a minha tem uma buceta deliciosa, peitos naturais, uma bunda de quebrar a banca e atende no Bokarra sob a alcunha de Estela.

30 janeiro, 2007

Resignação uma pinóia!

Bom, estava na mesma praia e acabei encontrando a mesma velhinha que o colega Sabotador entrevistou. Porque não havia nada para fazer, resolvi ter uma pequena conversa com a idosa senhora:
- Velha, Deus existe?
- Sim, meu filho.
- Huahuahauhauah!!! Conta outra! Também vais dizer-me que é ele onipresente, onipotente e onisciente?
- Mas claro que sim. Assim está dito na Sagrada Escritura.
- E por que, então, Ele não usou de sua onipresença para intervir com os padres pedófilos, pederastas e pervertidos? (Atenção! Não é comunista, mas sim padre quem come criancinha!)
- Porque Ele nos concedeu uma coisa maravilhosa que é o livre-arbítrio. Mas no Juízo Final os pecadores serão condenados à danação eterna.
- E até lá beleza, tudo liberado!? Maravilha! Enquanto isso, tu segues confessando-te a esses padres?
- Sim, porque está escrito na Sagrada Escritura, em São Tiago: "Confessai-vos uns aos outros".
- Ah é? E por que, então, não te confessas a mim? Sou teu próximo também! Anda, confessa-te a mim!
- Não posso meu filho, isso é uma heresia. Tenho que cumprir os sacramentos da Igreja e confessar-me a um padre.
- Mas que tem ele de diferente? Não somos todos iguais perante Deus (há!)? Talvez de forma bem diversa, mas ele caga e ejacula como eu!
- Vá-te Satanás! Ai meu Deus! Perdoai-o, pois não sabe o que fala!
- Hahahaha! Vá-te tu! Siga beijando o bilau do teu padre!

Resignação

Dia desses caminhava pela praia e topei com uma velha. Era daquelas igrejeiras, carolas mesmo, de cabelo branco. Voltava, então, da missa e por isso a perguntei:
- Senhora, Deus existe?
- Mas claro que existe, meu filho! Ele está em todas as partes. E dirige tudo, olhando por todos nós.
- Mas se ele está em todos os lugares, por que a senhora freqüenta a igreja?
- Porque a Igreja é a casa do Senhor! Minha Nossa Senhora, que pergunta! Vou à Igreja para celebrar a Santa Missa, para redimir meus pecados confessando-me ao santo padre. Para ser, enfim, cristã.
- Mas se ele está em tudo, não bastaria rezar o Pai Nosso? Parece-me estranho ter que se reportar a um padre, um mediador entre os homens e Deus. Jesus não nos ensinou justamente o contrário com aquela oração?
- Meu filho, certas coisas entregamos na mão de Deus. O importante é seguir os sacramentos e freqüentar a Igreja.
- Bom, e sobre a Igreja? Como pode a senhora freqüentar uma instituição que por tanto tempo cometeu tantas atrocidades?
- Meu filho, o Santo Papa, vice-Deus na Terra, já pediu perdão pelos crimes cometidos no passado. Hoje a Igreja está edificando-se, cumprindo o seu sagrado destino.
- Mesmo, minha senhora, com os atuais escândalos de pedofilia?
- Ai Jesus! Não gosto de pensar nessas coisas. Certas coisas é melhor não compreender. Entrego nas mãos de Deus, que é onipotente, onipresente e onisciente.
(Sim, isso mesmo, minha senhora! Continue assim: Não pense e siga, é muito mais fácil.)

24 janeiro, 2007

Peru no Cu

Aquela ceia sendo preparada, aquele bando de retardado andando pela casa, fingindo estar descontraído e curtindo o "clima familiar", esperando unicamente a hora de atochar o cu com peru, lombo de porco, chester com aqueles cravos fdp, farofa... o suflê gozado, aquele clima de ódio na cara de quem trouxe os pratos "que são bem mais caros que os dos outros membros da família". Aquele inferno na cozinha, aquele monte de bebê cagando, chorando, quebrando a casa toda e aquele bando de véia dizendo "ai que coisa linda butchi-buuutchi". Vai tomar no olho do cu, filhote de sapiens bochechudo do inferno, careca, todo babado, ranho escorrendo, cheiro de diarréia, chocalho espalhado pelo chão. Daí vem o cachorro do dono da casa, aquela porra de boxer fedorento cheio de lama nas patas, pula em ti e você tem que dizer delicadamente, sorrindo: "Sai cão, blz?" Aquela "árvore de natal", um pinheiro tosco, nativo do hemisfério norte, cheio de bolas brilhantes, anjos de cerâmica e uma merda imitando neve. A noite é pra "celebrar a vida", mas o pinheiro já tá morto, sem seiva rodando, esperando uns 2 dias pra secar e ser jogado no terreno baldio ao lado. Ou pior, o pinheiro é de plástico. Prásteco. Na falta de um exemplar "de seiva e lenha", eles se dão ao trabalho de pegar os restos liquifeitos de dinossauros, há putos quilômetros abaixo da terra, refinar, processar, cortar, pintar e tentar finalmente imitar o formato da velha bosta de espécie do hemisfério norte, exportando-o logo depois da China para o Brasil. PUTA MERDA! Na varanda, pregado na parede, aquele jogo de fios e lâmpadas imitando uma estrela cadente com um metro de rabo. O orgasmo do anfitrião da casa ao mostrar as sete programações de pisca diferentes que a estrela tem. SETE! Com o preço de uma estrela dá para alimentar um etíope por 3 anos. Com o preço do pinheiro de prásteco + as bolinhas se alimenta uma tribo inteira. Aí vem a hora do culto. Eu não tenho religião, não acredito em "forças superiores", velha do saco, etc, prefiro ficar na varanda. Não quero atrapalhar nada nem me irritar de graça, respeito a ignorância de cada um. Mas não... A proposta de paz é logo atropelada pela avó da família, que está descontroladamente indignada pela "alienação religiosa" do neto. Ela senta ao meu lado, diz que isso seria uma falta de educação e pergunta se eu realmente não tenho religião. Eu repito que não. Ela fica indignadíssima, afinal é algo básico na vida de uma pessoa optar por uma religião. Qualquer uma segundo ela, "menos essas coisas de candomblé, macumba, etc". Depois dessa desisti e fui fingir que prestava atenção no culto deles. Um culto espírita. Um falando sobre a vida que o outro teve na outra encarnação. Pensamentos utópicos que eles vêem como uma verdade indiscutível... claro, cada um naquela merda de roda já deve ter morrido umas 340 vezes pra ter tanta certeza de como é que a coisa funciona. "Mas meu filho, cê precisa acreditá em alguma coisa!" Ah é? Quem precisa disso? Acreditando ou não todo bicho homem come igual, caga igual, dorme igual e trepa igual. Quer dizer, trepar não. As freiras não trepam, pelo menos em teoria. Já os coroinhas por sua vez aprendem a fazer um bola-gato bem cedo... é nisso que dá acreditar numa lenda inventada há 2 mil anos. Mas tá, hora do amigo secreto. Amigo secreto de R$ 1,99, pra ajudar a economia de Taiwan, afinal os trabalhadores de lá precisam receber seus 6 dólares de salário mensal. O amigo secreto de natal não é aquele amigo secreto normal, "amigável". Devido à pressa e à impossibilidade de todo mundo pegar seu amigo secreto dias antes, toda a porcariada de prásteco from Taiwan é colocada em cima de uma mesa e papéis numerados são distribuídos. Começando da pessoa que pegou o número 1, cada um levanta, escolhe um pacote e o abre na frente de todos. Seria perfeito se terminasse por aí, no máximo ainda se ao final as pessoas pudessem trocar seus lixos entre si, de forma amigável. Mas não. Como se trata de uma noite de "paz", "perdão" e "harmonia", tem que haver uma regra que dissemine ainda mais ódio e inveja nesse antro de hipocrisia. A pessoa que pega seu presente, após abrí-lo, pode trocar o mesmo com qualquer indivíduo de numeração mais baixa, independente da vontade deste último (de preferência alguém que tenha gostado bastante do presente que pegou). A cada troca de presentes o ódio aumenta e paira sobre a sala, disfarçado com sorrisos forçados e risadas nervosas. É o espírito de natal contagiando a família! Fui o último número e não quis sacanear ninguém. Peguei um batom, que era a última coisa que havia sobrado. Troquei com uma mulher desesperada que havia perdido sua "cesta de frutas" e ganho um "cachorro de borracha". O cachorro até era massa e o batom eu não faria muito uso (bloco dos sujos?), mas troquei mesmo pra deixar aquela débil-mental um pouco mais feliz... ok, e pra ela parar de berrar que queria trocar o cão. Após esse saudável exercício de cidadania, todo mundo foi encher o cu de farofa, peru, pernil, etc, etc, etc. O cachorro ganhou uma fatia de tender. Minha tia solteirona atacava as ameixas. Uma criança de parentesco desconhecido tentava subir na sua bicicleta nova. O trabalhador taiwanês vendia suas férias pra ganhar mais uns trocados. E todo mundo foi pra casa mais quieto, com sono, pança cheia, com aquele monte de fezes moles sendo desidratado no intestino grosso, rumo ao reto anal e à liberdade, pra no dia seguinte pela manhã ir por uma tubulação até o rio mais próximo e matar alguns cardumes de peixes com um tsunami de bosta.

Natal é uma beleza, prometi a mim mesmo que nunca mais participo dessa "comemoração". Alguém tá afim de subir o Jurepê em dezembro?

18 janeiro, 2007

Chavez, Chavez, Chavez!


Um repórter cocô duma rede cocô disse que Hugo Chavez, presidente da Venezuela, está tentando implantar no país um socialismo que não deu certo em lugar nenhum. E o capitalismo, deu certo onde? Na Zâmbia?

06 janeiro, 2007

piroca da baleia

Seu pênis chega a 4 metros de comprimento e 1 metro de diâmetro.

Quero ver, bando de viado! Acham que masoquismo é pingar cera quente no saco?

Piroca de baleia no rabo da putada!

Dae Marina Silva, sua vaca puta piranha. Vamu alugar a Amazônia, vamu. Vem, vai ser legal! fala do Chico Mendes e chora, que bonitinho. PT de merda. Lei de gestão das florestas públicas, carai. Primeiro que gestão é coisa de administrador, que faz faculdade de Papai tem uma empresa.
Segundo que acreditar na boa-fé das mega-corporações é igual jogar na zebra. Terceiro que acreditar na fiscalização do governo, na região norte é roleta russa 6/6, ou melhor, pular dum prédio, que a arma pode engatar. Mas justo tu, Marina Silva, gozei de emoção quando te vi assumir, agora quero gozar na tua bunda com camisinha de prego. Dae vem a Coca-cola, o Bradesco ou a ValedoRio doce (melhor negócio só cafetão na Serra Pelada), vamu reciclar, vamu ser coinsciente, vamu ser responsável. Sei suas merda, se não é o tiozinho fudido catar papel e plástico que tu botou na sacola com merda, a porra toda ia pro lixão. Coleta seletiva? só de sangue. Aliás, deviam abolir o plástico por decreto. Mas devolver o vidro no bar não tá bom né? Tem que gastar suas puta! Vem também aquele papinho, faça sua parte, num sei o que. Beleza, se uma puta duma empresa não poluísse ou devstasse mais que uma carrada de gente. E o Ibama, que instituição, quando vi no jornal que prenderam um velhinho que tirou um pedaço de casca duma árvore de reserva pra fazer chá pra mulher doente, só não chorei porque sou macho, pois é de fuder o cu da cobra! E tem as ONGs tipo Sea Shepherd brincando de pirata, vi uma declaração de integrante: 'Entre um bebê e uma baleia, salvo a baleia' lindo não! Entre esse cretino, Marina Silva e o aiatolá Komeini, sou mais o aiatolá. Heloísa Helena 2010, e o ozônio acabou, inventem o fator mil.
Ahhh! E parabéns pro astronauta brasileiro e o projeto do governo. Mandaram 10 milhões pro espaço, já vi sacanagem, mas esse trocadilho foi piroca de baleia com prego e álcool.

18 setembro, 2006

El Gran Inquisidor

Han pasado ya quince siglos desde que Cristo dijo: "No tardaré en volver. El día y la hora, nadie, ni el propio Hijo, las sabe". Tales fueron sus palabras al desparecer, y la Humanidad le espera siempre con la misma fe, o acaso con fe más ardiente aún que hace quince siglos. Pero el Diablo no duerme; la duda comienza a corromper a la Humanidad, a deslizarse en la tradición de los milagros. En el Norte de Germania ha nacido una herejía terrible que, precisamente, niega los milagros. Los fieles, sin embargo, creen con más fe en ellos. Se espera a Cristo, se quiere sufrir y morir como Él... Y he aquí que la Humanidad ha rogado tanto por espacio de tantos siglos, ha gritado tanto "¡Señor, dignáos, aparecérosnos!", que Él ha querido, en su misericordia inagotable, bajar a la tierra.
Y he aquí que ha querido mostrarse, al menos un instante, a la multitud desgraciada, al pueblo sumido en el pecado, pero que le ama con amor de niño. El lugar de la acción es Sevilla; la época, la de la Inquisición, la de los cotidianos soberbios autos de fe, de terribles heresiarcas, ad majorem Dei gloriam.
No se trata de la venida prometida para la consumación de los siglos, de la aparición súbita de Cristo en todo el brillo de su gloria y su divinidad, "como un relámpago que brilla del Ocaso al Oriente". No, hoy sólo ha querido hacerles a sus hijos una visita, y ha escogido el lugar y la hora en que llamean las hogueras. Ha vuelto a tomar la forma humana que revistió, hace quince siglos, por espacio de treinta años.
Aparece entre las cenizas de las hogueras, donde la víspera, el cardenal gran inquisidor, en presencia del rey, los magnates, los caballeros, los altos dignatarios de la Iglesia, las más encantadoras damas de la corte, el pueblo en masa, quemó a cien herejes. Cristo avanza hacia la multitud, callado, modesto, sin tratar de llamar la atención, pero todos le reconocen.
El pueblo, impelido por un irresistible impulso, se agolpa a su paso y le sigue. Él, lento, una sonrisa de piedad en los labios, continúa avanzando. El amor abrasa su alma; de sus ojos fluyen la Luz, la Ciencia, la Fuerza, en rayos ardientes, que inflaman de amor a los hombres. Él les tiende los brazos, les bendice. De Él, de sus ropas, emana una virtud curativa. Un viejo, ciego de nacimiento, sale a su encuentro y grita: "¡Señor, cúrame para que pueda verte!" Una escama se desprende de sus ojos, y ve. El pueblo derrama lágrimas de alegría y besa la tierra que Él pisa. Los niños tiran flores a sus pies y cantan Hosanna, y el pueblo exclama: "¡Es Él! ¡Tiene que ser Él! ¡No puede ser otro que Él!"
Cristo se detiene en el atrio de la catedral. Se oyen lamentos; unos jóvenes llevan en hombros a un pequeño ataúd blanco, abierto, en el que reposa, sobre flores, el cuerpo de una niña de diecisiete años, hija de un personaje de la ciudad.
-¡Él resucitará a tu hija! -le grita el pueblo a la desconsolada madre.
El sacerdote que ha salido a recibir el ataúd mira, con asombro, al desconocido y frunce el ceño.
Pero la madre profiere:
-¡Si eres Tú, resucita a mi hija!
Y se posterna ante Él. Se detiene el cortejo, los jóvenes dejan el ataúd sobre las losas. Él lo contempla, compasivo, y de nuevo pronuncia el Talipha kumi (Levántate, muchacha).
La muerta se incorpora, abre los ojos, se sonríe, mira sorprendida en torno suyo, sin soltar el ramo de rosas blancas que su madre había colocado entre sus manos. El pueblo, lleno de estupor, clama, llora.
En el mismo momento en que se detiene el cortejo, aparece en la plaza el cardenal gran inquisidor. Es un viejo de noventa años, alto, erguido, de una ascética delgadez. En sus ojos hundidos fulgura una llama que los años no han apagado. Ahora no luce los aparatosos ropajes de la víspera; el magnífico traje con que asistió a la cremación de los enemigos de la Iglesia ha sido reemplazado por un tosco hábito de fraile.
Sus siniestros colaboradores y los esbirros del Santo Oficio le siguen a respetuosa distancia. El cortejo fúnebre detenido, la muchedumbre agolpada ante la catedral le inquietan, y espía desde lejos. Lo ve todo: el ataúd a los pies del desconocido, la resurrección de la muerta... Sus espesas cejas blancas se fruncen, se aviva, fatídico, el brillo de sus ojos.
-¡Prendedle! -les ordena a sus esbirros, señalando a Cristo.
Y es tal su poder, tal la medrosa sumisión del pueblo ante él, que la multitud se aparta, al punto, silenciosa, y los esbirros prenden a Cristo y se lo llevan. Como un solo hombre, el pueblo se inclina al paso del anciano y recibe su bendición.
Los esbirros conducen al preso a la cárcel del Santo Oficio y le encierran en una angosta y oscura celda.
Muere el día, y una noche de luna, una noche española, cálida y olorosa a limoneros y laureles, le sucede.
De pronto, en las tinieblas, se abre la férrea puerta del calabozo y penetra el gran inquisidor en persona solo, alumbrándose con una linterna. La puerta se cierra tras él. El anciano se detiene a pocos pasos de umbral y, sin hablar palabra, contempla, durante cerca de dos minutos, al preso. Luego, avanza lentamente, deja la linterna sobre la mesa y pregunta:
-¿Eres Tú, en efecto?
Pero, sin esperar la respuesta, prosigue:
-No hables, calla. ¿Qué podrías decirme? Demasiado lo sé. No tienes derecho a añadir ni una sola palabra a lo que ya dijiste. ¿Por qué has venido a molestarnos?... Bien sabes que tu venida es inoportuna. Mas yo te aseguro que mañana mismo... No quiero saber si eres Él o sólo su apariencia; sea quien seas, mañana te condenaré; perecerás en la hoguera como el peor de los herejes. Verás cómo ese mismo pueblo que esta tarde te besaba los pies, se apresura, a una señal mía, a echar leña al fuego. Quizá nada de esto te sorprenda...
Y el anciano, mudo y pensativo, sigue mirando al preso, acechando la expresión de su rostro, serena y suave.
-El Espíritu terrible e inteligente -añade, tras una larga pausa-, el Espíritu de la negación y de la nada, te habló en el desierto, y la Escrituras atestiguan que te "tentó". No puede concebirse nada más profundo que lo que se te dijo e aquellas tres preguntas o, para emplear el lenguaje de la Escritura, en aquellas tres "tentaciones". ¡Si ha habido algún milagro auténtico, evidente, ha sido el de las tres tentaciones! ¡El hecho de que tales preguntas hayan podido brotar de unos labios, es ya, por sí solo, un milagro! Supongamos que hubieran sido borradas del libro, que hubiera que inventarlas, que forjárselas de nuevo. Supongamos que, con ese objeto, se reuniesen todos los sabios de la tierra, los hombres de Estado, los príncipes de la Iglesia, los filósofos, los poetas, y que se les dijese: "Inventad tres preguntas que no sólo correspondan a la grandeza del momento, sino que contengan, en su triple interrogación, toda la historia de la Humanidad futura", ¿crees que esa asamblea de todas las grandes inteligencias terrestres podría forjarse algo tan alto, tan formidable como las tres preguntas del inteligente y poderoso Espíritu? Esas tres preguntas, por sí solas, demuestran que quien te habló aquel día no era un espíritu humano, contingente, sino el Espíritu Eterno, Absoluto. Toda la historia ulterior de la Humanidad está predicha y condensada en ellas; son las tres formas en que se concretan todas las contradicciones de la historia de nuestra especie. Esto, entonces, aún no era evidente, el porvenir era aún desconocido; pero han pasado quince siglos y vemos que todo estaba previsto en la Triple Interrogación, que es nuestra historia.¿Quién tenía razón, di? ¿Tú o quien te interrogó?...
Si no el texto, el sentido de la primera pregunta es el siguiente: "Quieres presentarte al mundo con las manos vacías, anunciándoles a los hombres una libertad que su tontería y su maldad naturales no les permiten comprender, una liberad espantosa, ¡pues para el hombre y para la sociedad no ha habido nunca nada tan espantoso como la libertad!, cuando, si convirtieses en panes todas esas piedras peladas esparcidas ante tu vista, verías a la Humanidad correr, en pos de ti, como un rebaño, agradecida, sumisa, temerosa tan sólo de que tu mano depusiera su ademán taumatúrgico y los panes se tornasen piedras." Pero tú no quisiste privar al hombre de su libertad y repeliste la tentación; te horrorizaba la idea de comprar con panes la obediencia de la Humanidad, y contestaste que "no sólo de pan vive el hombre", sin saber que el espíritu de la tierra, reclamando el pan de la tierra, había de alzarse contra ti, combatirte y vencerte, y que todos le seguirían, gritando: "¡Nos ha dado el fuego del cielo!" Pasarán siglos y la Humanidad proclamará, por boca de sus sabios, que no hay crímenes y, por consiguiente, no hay pecado; que sólo hay hambrientos. "Dales pan si quieres que sean virtuosos." Esa será la divisa de los que se alzarán contra ti, el lema que inscribirán en su bandera; y tu templo será derribado y, en su lugar, se erigirá una nueva Torre de Babel, no más firme que la primera, el esfuerzo de cuya erección y mil años de sufrimientos podías haberles ahorrado a los hombres. Pues volverán a nosotros, al cabo de mil años de trabajo y dolor, y nos buscarán en los subterráneos, en las catacumbas donde estaremos escondidos -huyendo aún de la persecución, del martirio-, para gritarnos: "¡Pan! ¡Los que nos habían prometido el fuego del cielo no nos lo han dado!" Y nosotros acabaremos su Babel, dándoles pan, lo único de que tendrán necesidad. Y se lo daremos en tu nombre. Sabemos mentir. Sin nosotros, se morirían de hambre. Su ciencia no les mantendría. Mientras gocen de libertad les faltará el pan; pero acabarán por poner su libertad a nuestros pies, clamando: "¡Cadenas y pan!" Comprenderán que la libertad no es compatible con una justa repartición del pan terrestre entre todos los hombres, dado que nunca -¡nunca!- sabrán repartírselo. Se convencerán también de que son indignos de la libertad; débiles, viciosos, necios, indómitos. Tú les prometiste el pan del cielo. ¿Crees que puede ofrecerse ese pan, en vez del de la tierra, siendo la raza humana lo vil, lo incorregiblemente vil que es? Con tu pan del cielo podrás atraer y seducir a miles de almas, a docenas de miles, pero ¿y los millones y las decenas de millones no bastante fuertes para preferir el pan del cielo al pan de la tierra? ¿Acaso eres tan sólo el Dios de los grandes? Los demás, esos granos de arena del mar; los demás, que son débiles, pero que te aman, ¿no son a tus ojos sino viles instrumentos en manos de los grandes?... Nosotros amamos a esos pobres seres, que acabarán, a pesar de su condición viciosa y rebelde, por dejarse dominar. Nos admirarán, seremos sus dioses, una vez sobre nuestros hombros la carga de su libertad, una vez que hayamos aceptado el cetro que -¡tanto será el miedo que la libertad acabará por inspirarles!- nos ofrecerán. Y reinaremos en tu nombre, sin dejarte acercar a nosotros. Esta impostura, esta necesaria mentira, constituirá nuestra cruz.
Como ves, la primera de la tres preguntas encerraba el secreto del mundo. ¡Y tú la desdeñaste! Ponías la libertad por encima de todo, cuando, si hubieras consentido en tornar panes las piedras del desierto, hubieras satisfecho el eterno y unánime deseo de la Humanidad; le hubieras dado un amo. El más vivo afán del hombre libre es encontrar un ser ante quien inclinarse. Pero quiere inclinarse ante una fuerza incontestable, que pueda reunir a todos los hombres en una comunión de respeto; quiere que el objeto de su culto lo sea de un culto universal; quiere una religión común. Y esa necesidad de la comunidad en la adoración es, desde el principio de los siglos, el mayor tormento individual y colectivo del género humano. Por realizar esa quimera, los hombres se exterminan. Cada pueblo se ha creado un dios y le ha dicho a su vecino: "¡Adora a mi dios o te mato!" Y así ocurrirá hasta el fin del mundo; los dioses podrán desaparecer de la tierra, mas la Humanidad hará de nuevo por los ídolos lo que ha hecho por los dioses. Tú no ignorabas ese secreto fundamental de la naturaleza humana y, no obstante, rechazaste la única bandera que te hubiera asegurado la sumisión de todos los hombres: la bandera del pan terrestre; la rechazaste en nombre del pan celestial y de la libertad, y en nombre de la libertad seguiste obrando hasta tu muerte. No hay, te repito, un afán más vivo en el hombre que encontrar en quien delegar la libertad de que nace dotada tan miserable criatura. Sin embargo, para obtener la ofrenda de la libertad de los hombres, hay que darles la paz de la conciencia. El hombre se hubiera inclinado ante ti si le hubieras dado pan, porque el pan es una cosa incontestable; pero si, al mismo tiempo, otro se hubiera adueñado de la conciencia humana, el hombre hubiera dejado tu pan para seguirle. En eso, tenías razón; el secreto de la existencia humana consiste en la razón, en el motivo de la vida. Si el hombre no acierta a explicarse por qué debe vivir preferirá morir a continuar esta existencia sin objeto conocido, aunque disponga de una inmensa provisión de pan. Pero ¿de qué te sirvió el conocer esa verdad? En vez de coartar la libertad humana, le quitaste diques, olvidando, sin duda, que a la libertad de elegir entre el bien y el mal el hombre prefiere la paz, aunque sea la de la muerte. Nada tan caro para el hombre como el libre albedrío, y nada, también, que le haga sufrir tanto. Y, en vez de formar tu doctrina de principios sólidos que pudieran pacificar definitivamente la conciencia humana, la formaste de cuanto hay de extraordinario, vago, conjetural, de cuanto traspasa los límites de las fuerzas del hombre, a quien, ¡tú que diste la vida por él!, diríase que no amabas. Al quitarle diques a su libertad, introdujiste en el alma humana nuevos elementos de dolor. Querías ser amado con un libre amor, libremente seguido. Abolida la dura ley antigua, el hombre debía, sin trabas, sin más guía que tu ejemplo, elegir entre el bien y el mal. ¿No se te alcanzaba que acabarías por desacatar incluso tu ejemplo y tu verdad, abrumado bajo la terrible carga de la libre elección, y que gritaría: "Si Él hubiera poseído la verdad, no hubiera dejado a sus hijos sumidos en una perplejidad tan horrible, envueltos en tales tinieblas?" Tú mismo preparaste tu ruina: no culpes a nadie. Si hubieras escuchado lo que se te proponía... Hay sobre la tierra tres únicas fuerzas capaces de someter para siempre la conciencia de esos seres débiles e indómitos -haciéndoles felices-: el milagro, el misterio y la autoridad. Y tú no quisiste valerte de ninguna. El Espíritu terrible te llevó a la almena del templo y te dijo: "¿Quieres saber si eres el Hijo de Dios? Déjate caer abajo, porque escrito está que los ángeles tomarte han en las manos." Tú rechazaste la proposición, no te dejaste caer. Demostraste con ello el sublime orgullo de un dios; ¡pero los hombres, esos seres débiles, impotentes, no son dioses! Sabías que, sólo con intentar precipitarte, hubieras perdido la fe en tu Padre, y el gran Tentador hubiera visto, regocijadísimo, estrellarse tu cuerpo en la tierra que habías venido a salvar. Mas, dime, ¿hay muchos seres semejantes a ti? ¿Pudiste pensar un solo instante que los hombres serían capaces de comprender tu resistencia a aquella tentación? La naturaleza humana no es bastante fuerte para prescindir del milagro y contentarse con la libre elección del corazón, en esos instantes terribles en que las preguntas vitales exigen una respuesta. Sabías que tu heroico silencio sería perpetuado en los libros y resonaría en lo más remoto de los tiempos, en los más apartados rincones del mundo. Y esperabas que el hombre te imitaría y prescindiría de los milagros, como un dios, siendo así que, en su necesidad de milagros, los inventa y se inclina ante los prodigios de los magos y los encantamientos de los hechiceros, aunque sea hereje o ateo.
Cuando te dijeron, por mofa: "¡Baja de la cruz y creeremos en ti!", no bajaste. Entonces, tampoco quisiste someter al hombre con el milagro, porque lo que deseabas de él era una creencia libre, no violentada por el prestigio de lo maravilloso; un amor espontáneo, no los transportes serviles de un esclavo aterrorizado. En esta ocasión, como en todas, obraste inspirándote en una idea del hombre demasiado elevada: ¡es esclavo, aunque haya sido creado rebelde! Han pasado quince siglos: ve y juzga. ¿A quién has elevado hasta ti? El hombre, créeme, es más débil y más vil de lo que tú pensabas. ¿Puede, acaso, hacer lo que tú hiciste? Le estimas demasiado y sientes por él demasiado poca piedad; le has exigido demasiado, tú que le amas más que a ti mismo. Debías estimarle menos y exigirle menos. Es débil y cobarde. El que hoy se subleve en todas partes contra nuestra autoridad y se enorgullezca de ello, no significa nada. Sus bravatas son hijas de una vanidad de escolar. Los hombres son siempre unos chiquillos: se sublevan contra el profesor y le echan del aula; pero la revuelta tendrá un término y les costará cara a los revoltosos. No importa que derriben templos y ensangrienten la tierra: tarde o temprano, comprenderán la inutilidad de una rebelión que no son capaces de sostener. Verterán estúpidas lágrimas; pero, al cabo, comprenderán que el que les ha creado rebeldes les ha hecho objeto de una burla y lo gritarán, desesperados. Y esta blasfemia acrecerá su miseria, pues la naturaleza humana, demasiado mezquina para soportar la blasfemia, se encarga ella misma de castigarla.
La inquietud, la duda, la desgracia: he aquí el lote de los hombres por quienes diste tu sangre. Tu profeta dice que, en su visión simbólica, vio a todos los partícipes de la primera resurrección y que eran doce mil por cada generación. Su número no es corto, si se considera que supone una naturaleza más que humana el llevar tu cruz, el vivir largos años en el desierto, alimentándose de raíces y langostas; y puedes, en verdad, enorgullecerte de esos hijos de la libertad, del libre amor, estar satisfecho del voluntario y magnífico sacrificio de sí mismos, hecho en tu nombre. Pero no olvides que se trata sólo de algunos miles y, más que de hombres, de dioses. ¿Y el resto de la Humanidad? ¿Qué culpa tienen los demás, los débiles humanos, de no poseer la fuerza sobrenatural de los fuertes? ¿Qué culpa tiene el alma feble de no poder soportar el peso de algunos dones terribles? ¿Acaso viniste tan sólo por los elegidos? Si es así, lo importante no es la libertad ni el amor, sino el misterio, el impenetrable misterio. Y nosotros tenemos derecho a predicarles a los hombres que deben someterse a él sin razonar, aun contra los dictados de su conciencia. Y eso es lo que hemos hecho. Hemos corregido tu obra; la hemos basado en el "milagro", el "misterio" y la "autoridad". Y los hombres se han congratulado de verse de nuevo conducidos como un rebaño y libres, por fin, del don funesto que tantos sufrimientos les ha causado. Di, ¿hemos hecho bien? ¿Se nos puede acusar de no amar a la Humanidad? ¿No somos nosotros los únicos que tenemos conciencia de su flaqueza; nosotros que, en atención a su fragilidad, la hemos autorizado hasta para pecar, con tal de que nos pida permiso? ¿Por qué callas? ¿Por qué te limitas a mirarme con tus dulces y penetrantes ojos? ¡No te amo y no quiero tu amor; prefiero tu cólera! ¿Y para qué ocultarte nada? Sé a quién le hablo. Conoces lo que voy a decirte, lo leo en tus ojos... Quizá quieras oír precisamente de mi boca nuestro secreto. Oye, pues: no estamos contigo, estamos con Él...; nuestro secreto es ése. Hace mucho tiempo -¡ocho siglos!- que no estamos contigo, sino con Él. Hace ocho siglos que recibimos de Él el don que tú, cuando te tentó por tercera vez mostrándote todos los reinos de la tierra, rechazaste indignado; nosotros aceptamos y, dueños de Roma y la espada de César, nos declaramos los amos del mundo. Sin embargo, nuestra conquista no ha acabado aún, está todavía en su etapa inicial, falta mucho para verla concluida; la tierra ha de sufrir aún durante mucho tiempo; pero nosotros conseguiremos nuestro objeto, seremos el César y, entonces, nos preocuparemos de la felicidad universal. Tú también pudiste haber tomado la espada de César; ¿por qué rechazaste tal don? Aceptándole, hubieras satisfecho todos los anhelos de los hombres sobre la tierra, les hubieras dado un amo, un depositario de su conciencia y, a la vez, un ser en torno a quien unirse, formando un inmenso hormiguero, ya que la necesidad de la unión universal es otro de los tres supremos tormentos de la Humanidad. La Humanidad siempre ha tendido a la unidad mundial. Cuanto más grandes y gloriosos, más sienten los pueblos ese anhelo. Los grandes conquistadores, los Tamerlán, los Gengis Kan que recorren la tierra como un huracán devastador, obedecen, de un modo inconsciente, a esa necesidad. Tomando la púrpura de César, hubieras fundado el imperio universal, que hubiera sido la paz del mundo. Pues, ¿quién debe reinar sobre los hombres sino el que es dueño de sus conciencias y tiene su pan en las manos?
Tomamos la espada de César y, al hacerlo, rompimos contigo y nos unimos a Él. Aún habrá siglos de libertinaje intelectual, de pedantería y de antropofagia -los hombres, luego de erigir, sin nosotros, su Torre de Babel, se entregarán a la antropofagia-; pero la bestia acabará por arrastrarse hasta nuestros pies, los lamerá y los regará con lágrimas de sangre. Y nosotros nos sentaremos sobre la bestia y levantaremos una copa en la que se leerá la palabra "Misterio". Y entonces, sólo entonces, empezará para los hombres el reinado de la paz y de la dicha. Tú te enorgullecerás de tus elegidos, pero son una minoria: nosotros les daremos el reposo y la calma a todos. Y aun de esa minoría, aun de entre esos "fuertes" llamados a ser de los elegidos, ¡cuántos han acabado y acabarán por cansarse de esperar, cuántos han empleado y emplearán contra ti las fuerzas de su espíritu y el ardor de su corazón en uso de la libertad de que te son deudores! Nosotros les daremos a todos la felicidad, concluiremos con las revueltas y matanzas originadas por la libertad. Les convenceremos de que no serán verdaderamente libres, sino cuando nos hayan confiado su libertad. ¿Mentiremos? ¡No! Y bien sabrán ellos que no les engañamos, cansados de las dudas y de los terrores que la libertad lleva consigo. La independencia, el libre pensamiento y la ciencia llegarán a sumirles en tales tinieblas, a espantarlos con tales prodigios y exigencias, que los menos suaves y dóciles se suicidarán; otros, también indóciles, pero débiles y violentos, se asesinarán, y otros -los más-, rebaño de cobardes y de miserables, gritarán a nuestros pies: "¡Sí, tenéis razón! Sólo vosotros poseéis su secreto y volvemos a vosotros! ¡Salvadnos de nosotros mismos!"
No se les ocultará que el pan -obtenido con su propio trabajo, sin milagro alguno- que reciben de nosotros se lo tomamos antes nosotros a ellos para repartírselo, y que no convertimos las piedras en panes. Pero, en verdad, más que el pan en sí, lo que les satisfará es que nosotros se lo demos. Pues verán que, si no convertimos las piedras en panes, tampoco los panes se convierten, vuelto el hombre a nosotros, en piedras. ¡Comprenderán, al cabo, el valor de la sumisión! Y mientras no lo comprendan, padecerán. ¿Quién, dime, quién ha puesto más de su parte para que dejen de padecer? ¿Quién ha dividido el rebaño y le ha dispersado por extraviados andurriales? Las ovejas se reunirán de nuevo, el rebaño volverá a la obediencia y ya nada le dividirá ni lo dispersará. Nosotros, entonces, les daremos a los hombres una felicidad en armonía con su débil naturaleza, una felicidad compuesta de pan y humildad. Sí, les predicaremos la humildad -no, como Tú, el orgullo. Les probaremos que son débiles niños, pero que la felicidad de los niños tiene particulares encantos. Se tornarán tímidos, no nos perderán nunca de vista y se estrecharán contra nosotros como polluelos que buscan el abrigo del ala materna. Nos temerán y nos admirarán. Les enorgullecerá el pensar la energía y el genio que habremos necesitado para domar a tanto rebelde. Les asustará nuestra cólera, y sus ojos, como los de los niños y los de las mujeres, serán fuentes de lágrimas. ¡Pero con qué facilidad, a un gesto nuestro, pasarán del llanto a la risa, a la suave alegría de los niños! Les obligaremos, ¿qué duda cabe?, a trabajar; pero los organizaremos, para sus horas de ocio, una vida semejante a los juegos de los niños, mezcla de canciones, coros inocentes y danzas. Hasta les permitiremos pecar -¡su naturaleza es tan flaca! Y, como les permitiremos pecar, nos amarán con un amor sencillo, infantil. Les diremos que todo pecado cometido con nuestro permiso será perdonado, y lo haremos por amor, pues, de sus pecados, el castigo será para nosotros y el placer para ellos. Y nos adorarán como a bienhechores. Nos lo dirán todo y, según su grado de obediencia, les permitiremos o les prohibiremos vivir con sus mujeres o sus amantes y les consentiremos o no les consentiremos tener hijos. Y nos obedecerán, muy contentos. Nos someterán los más penosos secretos de su conciencia, y nosotros decidiremos en todo y por todo; y ellos acatarán, alegres, nuestras sentencias, pues les ahorrarán el cruel trabajo de elegir y de determinarse libremente.
Todos los millones de seres humanos serán así felices, salvo unos cien mil, salvo nosotros, los depositarios del secreto. Porque nosotros seremos desgraciados. Los felices se contarán por miles de millones, y habrá cien mil mártires del conocimiento, exclusivo y maldito, del bien y del mal. Morirán en paz. pronunciando tu nombre, y, más allá de la tumba, sólo verán la oscuridad de la muerte. Sin embargo, nos lo callaremos; embaucaremos a los hombres, por su bien, con la promesa de una eterna recompensa en el cielo, a sabiendas de que, si hay otro mundo, no ha sido, de seguro, creado para ellos. Se vaticina que volverás, rodeado de tus elegidos, y que vencerás; tus héroes sólo podrán envanecerse de haberse salvado a sí mismos, mientras que nosotros habremos salvado al mundo entero. Se dice que la fornicadora, sentada sobre la bestia y con la "copa del misterio" en las manos, será afrentada y que los débiles se sublevarán por vez postrera, desgarrarán su púrpura y desnudarán su cuerpo impuro. Pero yo me levantaré entonces y te mostraré los miles de millones de seres felices que no han conocido el pecado. Y nosotros que, por su bien, habremos asumido el peso de sus culpas, nos alzaremos ante ti, diciendo: "¡Júzganos, si puedes y te atreves!" No te temo. Yo también he estado en el desierto; yo también me he alimentado de langostas y raíces; yo también he bendecido la libertad que les diste a los hombres y he soñado con ser del número de los fuertes. Pero he renunciado a ese sueño, he renunciado a tu locura para sumarme al grupo de los que corrigen tu obra. He dejado a los orgullosos para acudir en socorro de los humildes. Lo que te digo se realizará; nuestro imperio será un hecho. Y te repito que mañana, a una señal mía, verás a un rebaño sumiso echar leña a la hoguera donde te haré morir, por haber venido a perturbarnos. ¿Quién más digno que Tú de la hoguera? Mañana te quemaré. Dixi.
El inquisidor calla. Espera unos instantes la respuesta del preso. Aquel silencio le turba. El preso le ha oído, sin dejar de mirarle a los ojos, con una mirada fija y dulce, decidido evidentemente a no contestar nada. El anciano hubiera querido oír de sus labios una palabra, aunque hubiera sido la más amarga, la más terrible. Y he aquí que el preso se le acerca en silencio y da un beso en sus labios exangües de nonagenario. ¡A eso se reduce su respuesta! El anciano se estremece, sus labios tiemblan; se dirige a la puerta, la abre y dice:
-¡Vete y no vuelvas nunca..., nunca!
Y le deja salir a las tinieblas de la ciudad. El preso se aleja.

26 julho, 2006

Fim de semestre

Hoje eu tava puto. Puto mesmo. Queria quebrar alguma coisa ou alguém. Cheguei na UFSC e recebi um jornalzinho do PSTU. PSTU à merda! Durante a aula, risquei toda aquela balela sobre trabalhadores e excluídos, fiz bigodinho na Heloísa Helena e pintei a Joaninha, que até ficou meio gostosa. Fui para o RU. Peguei a bandeja e me deu uma puta vontade de atirar aquilo na cara de alguém, de alguém vestido de branco. Só para ver a reação dos feijões batendo contra uma alva camiseta de linho. Não encontrei ninguém de branco. Sentei quieto numa mesa vazia. Comi igual a um porco. Esvaziei o copo de pudim - pudim branco. Descarreguei com raiva a bandeja na lixeira, queria quebrá-las. Não consegui. Entupi um copo com água e bebi metade. A outra metade atirei junto com o copo contra uma árvore - bela cena. Perto da reitoria vi um carro. Quis subir no seu teto e pular, pular até afundá-lo. O carro parece ter percebido minha intenção e saiu. Labgrad. Orkut por todos os lados. Imaginei teclados voando por todos os lados, desfacelando internautas. Imaginei bandejões voando, uma guerra de comida espetacular. Risoto por todos os lados, pudim rosa grudado no teto, todos putos. Putos e gargalhando. Estresse de fim de semestre. Passeio pela UFSC. Idiotas na grama lendo, fumando, comprando bijuterias. Quis que chovesse, torrencialmente. Que fazem sossegados no fim de semestre? Deveriam estar putos, deveriam estar vestidos de branco. Feijões voando. Fim de semestre.

05 junho, 2006

A punheta quadrienal mal-batida

É isso aí putanhada!!! Vai começar a copa do mundo! Tá de verde e amarelo né vagabundinha? Enfia a bandeira no cu!! Ninguém mais joga no Brasil, vai pro Kakróvia, vai Elano, vai se fuder vai! Daí a filhinha pega pneumonia a 10 kelvin de lá e quer voltar né madáfâca? Fica lá féladaputa! Num é macho pra aguentar? Quis ganhar 10 rublos ucranianos a mais? Te fode! Qual é graça? O Fudidozinho mineiro arrebentou contra o Racing Sodomiña. Ô campeonatozinhos de merda esses da europa viu? Como era bom quando os jogadores fumavam, comiam puta todo dia, batiam punheta no intervalo, ganharam 3 copas assim! Pra que mudar? Agora vão ficar no castelo de Kükagadstein tocando caixinha de fósforo. É bom isso? É bom essa merda? Em 82 o Telê não liberava geral e o Gaúcho acabou torando o Leandro. Olha a merda, e perdemos pra Itália. Já dizia o velho deitado: porra acumulada sobe pra cabeça e o álcool faz fruir o sangue! Eu prefiro o Domingos da Guia caindo de bêbado que o Lúcio tomando anabolizante! Ai, o Fred joga no Lyon!!! Ui, pentacampeão francês, grandes merda, Atlético de Pinhalzinho 3x0 no Liôm. Torçam pro Togo suas bicha, e votem na Heloísa Helena!! Pra frente Brasil, lambê meu pirocão!